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  • Foto do escritorRoberto Campos

Softwares Industriais

ERP, MES, LIMS, QM, PM, OEE são acrônimos de softwares industriais. Gestão do negócio, execução da manufatura, gerenciamento de laboratório, qualidade, manutenção e eficiência. Há produtos no mercado para todos os tipos, e não raro se confundem entre si. Mas mesmo tendo algumas funções semelhantes entre eles, cada um tem a sua vocação própria.



ERP (Enterprise Resource Planning) é um sistema de gestão integrado que permite a organização e gestão de diversas áreas de uma empresa em um único sistema, com a finalidade de gerenciar os dados da empresa em um banco de dados único. O ERP integra as atividades de diferentes setores, como vendas, finanças, estoque, recursos humanos, entre outros.

MES (Manufacturing Execution System) é um sistema que conecta e monitora equipamentos e setores de produção no chão de fábrica, a fim de gerenciar os processos produtivos e preencher a lacuna entre os sistemas de gestão de negócios (ERPs) e os sistemas de automação. Em geral possuem funções ou módulos para controle de qualidade, rastreabilidade e cálculo de eficiência de equipamentos entre outros.

LIMS (Laboratory Information Management System) é um sistema que realiza a gestão de informações e dados em um ambiente laboratorial, ajudando a melhorar a eficiência e a qualidade dos resultados. O LIMS é utilizado para gerenciar informações sobre amostras, resultados, fluxos de trabalho e instrumentos associados. Também ajuda na conformidade com regulamentações e normas específicas do setor.

QM (Quality Manager) é um sistema de gestão de qualidade industrial que tem por objetivo garantir que os produtos e serviços entregues atendam consistentemente aos requisitos e expectativas dos clientes, bem como aos padrões de qualidade estabelecidos pela empresa. É composto por elementos interligados e integrados na organização, que funcionam como uma engrenagem para atender à Política da Qualidade e aos objetivos da empresa.

PM (Plant Maintenance) é um sistema que visa planejar e gerenciar a manutenção de ativos de uma empresa, com o objetivo de controlar os serviços necessários e reduzir os custos, levando em consideração a eficiência e vida útil desses ativos. Além disso, o sistema possibilita o acompanhamento em tempo real e a identificação do momento correto de manutenção, visando aumentar a eficiência dos equipamentos e a produtividade da empresa.

OEE (Overall Equipment Effectiveness) é um indicador de desempenho muito utilizado na indústria. Há sistemas que auxiliam no cálculo e na análise do OEE, permitindo uma melhor gestão e acompanhamento da eficiência dos equipamentos e linhas de produção. Esses softwares geralmente coletam dados de diversas fontes, como sensores, sistemas de automação e dados manuais, e utilizam algoritmos para calcular o OEE em tempo real.

A norma ISA-95 da International Society of Automation, traz uma proposição para o chamado MOM (Modelo de Operações da Manufatura). À exceção do ERP, todos os demais tipos de softwares descritos, possuem funções que se enquadram nele. Por isso é comum uma indústria ter mais de um tipo de software, havendo integrações entre eles. Por exemplo um LIMS com um MES, onde as análises de laboratório do LIMS são enviadas para as ordens de produção do MES. Mas se na sua indústria, mesmo tendo um ou mais destes produtos ainda houver uso de formulários manuais e planilhas eletrônicas, talvez haja oportunidade para a entrada de algum deles.


Ultimamente vem crescendo nas indústrias um novo tipo de software que merece uma nova camada no copo dos softwares industriais. São as plataformas de colaboração e gestão de projetos para equipes. Esses softwares além da gestão de projetos também costumam incluir recursos para desenhar os processos de uma empresa, definir formulários de dados, fluxos de trabalho etc. Há vários produtos deste tipo, como por exemplo os internacionais Clickup, Asana, Trello, Monday, Basecamp, Jira, Wrike, Smartsheet, Todoist, Notion e Teamwork, e nacionais como Pipefy e Flowch. Todos eles também clamam pela substituição de formulários papel por dados digitalizados.



Outro grupo da nova camada são os softwares de nocode. O nocode é uma plataforma que permite criar aplicativos ou websites sem a necessidade de escrever código, usando interfaces visuais e ferramentas de arrastar e soltar. Como possuem capacidade para definição de formulários e fluxos, de certa forma eles competem com as plataformas de gestão. Algumas destas plataformas até se referenciam aos recursos de desenho de processo como sendo nocodes. Há vários produtos deste tipo, como os internacionais Bubble, Webflow, Adalo e Thunkable, e nacionais como o OKAPP.

Desta forma, todos estes produtos também passam a compor uma camada dos softwares industriais, que será definida pelo próprio usuário. E continua-se com a vocação de cada um deles. Por isso não é de se estranhar ver uma indústria usando por exemplo ERP, MES, LIMS e PM, além de uma plataforma de colaboração que controla processos que não são atendidos pelos demais softwares. O desafio desta arquitetura continua sendo a questão da integração. A maioria destes softwares oferece recursos de obtenção de dados via APIs. Isso facilita muito esse enfrentamento, porém, interface nunca foi uma coisa muito simples de ser feita.


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